IMPROFEST 26: SP, Porto, Berlim

IMPROFEST — Festival Internacional de Improvisação e Arte SonoraPrimeiro festival de música de improvisação livre do Brasil, fundado em 2007. 20 anos de improvisação livre: uma trajetória que atravessa fronteiras

Em 2027, o Improfest completa 20 anos de trajetória ininterrupta como o primeiro festival de música de improvisação livre do Brasil. Para celebrar essa marca histórica, o festival consolida em 2026 sua atuação internacional com três edições simultâneas em três cidades: São Paulo, Porto (Portugal) e Berlim (Alemanha).

Fundado em 2007 em formato de encontro dentro da UNICAMP — com mesas, projeções de filmes e sessões comentadas —, o Improfest nasceu da urgência de criar espaço para a improvisação livre e a arte sonora no Brasil. Ao longo de quase duas décadas, o festival reuniu mais de 300 artistas oriundos de 26 países distintos, em colaborações únicas e irreproduzíveis, estabelecendo-se como uma ponte entre cidades, linguagens e temporalidades.

A expansão internacional do Improfest não é novidade. O festival já realizou edições e parcerias em Londres (Improfest Londres, em parceria com Mercury Over Maps e Bill Thompson, 2026), Moscou (festival bi-nacional Moscou-São Paulo, em parceria com o Noumen Art, 2021) e Tóquio (conexão Tóquio-São Paulo em concerto telemático entre o Auditório MIS e o Bar Isshee, 2019, na comemoração dos 12 anos do festival). Agora, com as edições de Porto e Berlim, o Improfest firma de vez sua vocação transatlântica.

As três edições de 2026

🌑 IMPROFEST 13: ECLIPSE — São Paulo, 27 de agosto Uma noite de música em tempo real e live cinema no Instituto Principia.

Quando a luz se inclina e a sombra revela o que o olho não alcança sozinho, nasce o Improfest 13: Eclipse — uma noite dedicada à improvisação livre, à experimentação sonora e ao cinema de domínio público, sob a égide da Lua.

O encontro acontece em 27 de agosto, no Instituto Principia — espaço que desde 1951 conecta ciência e sociedade —, que agora abre suas portas para um diálogo inédito entre arte improvisada e cultura lunar. O festival reúne artistas de diferentes vertentes — do noise à música experimental, do audiovisual ao DJ set — em uma programação

que celebra o imprevisível como método. Cada apresentação é única, irreproduzível, alinhada ao espírito do eclipse: um evento que só existe naquele instante.

O Eclipse é realizado em parceria com João Fonseca, da Tropicosmos, que traz uma curadoria única unindo ciência e música. João traz a camada de astrofísica que atravessa toda a programação: uma convergência inédita entre astrofísica e música criada em tempo real — dois campos em constante mutação, onde o dado e a intuição se encontram.

Line-up completo:

  • ●  Paula Rebellato — Artista musical, compositora e produtora de São Paulo. Co-fundadora da banda RAKTA (2011), do espaço cultural PORTA e do estúdio 7LIRA. Com o projeto solo ACAVERNUS, lançou o LP Gnose (2021) pelo selo peruano Buh Records, com destaque no Bandcamp e resenha na The Wire Magazine. RAKTA construiu carreira internacional com apresentações por Europa, Américas, México e Japão, com publicações em The Guardian, Folha de São Paulo e Fact Magazine.

  • ●  André Namur — Músico, compositor, produtor e designer de som. Atua desde 1995 na criação de trilhas originais para cinema, teatro, TV, games e instalações. Criou trilhas para filmes como O Menino que Descobriu o Vento, Marighella e O Juízo, e séries como Sob Pressão (TV Globo). Premiado com dois Leões de Prata em Cannes, atuou em estúdios como Abbey Road, Mosh, Trama e Evil Twin.

  • ●  Rômulo Alexis — Músico (de)compositor, improvisador, produtor cultural e videoartista. Mestre em Musicologia pela ECA-USP, atua desde 2008 com mais de 300 colaborações artísticas internacionais. Foi programador de música no Sesc São Paulo e curador do Festival Preta Jazz. Sua obra investiga processos criativos na diáspora musical negra e a ritualidade nas performances sonoras.

  • ●  Lea Arafah — Artista transdisciplinar travesti neurodiversa, musicista, musicoterapeuta e chef. Ativa desde 2007 na cena de música experimental improvisada brasileira, já performou solo e em colaboração em 20 países, com residências artísticas em Portugal, República Tcheca, Vietnã, Coreia e Camboja. Tem o contrabaixo como instrumento principal, mas voz e mãos manipulam objetos sonoros na construção de paisagens sonoras a partir de gestos espontâneos. Já colaborou com tatiana nascimento, Damo Suzuki, entre outros.

  • ●  Teo Ponciano (VJ) — Percussionista, VJ, sonoplasta, cenotécnico e técnico eletrônico e de som. Pesquisa percussão acústica em interação com meios eletrônicos, criando ambiências e trilhas sonoras para teatro, eventos e instalações. Desenvolve instrumentos próprios e aparatos para efeitos cênicos interagindo música e vídeo. Apresenta projeções com filmes de domínio público de temática lunar.

  • ●  DJ Abutômico (André Abujamra) — Cantor, compositor, instrumentista, cineasta e produtor musical. Integrou as bandas Os Mulheres Negras e Karnak, e hoje atua em carreira solo com os álbuns Infinito de Pé (2004), Mafaro (2010) e O Homem Bruxa (2015). Responsável por trilhas icônicas como a abertura do Castelo Rá Tim Bum, do Telecurso e do Provocações (TV Cultura), sua obra atravessa gerações unindo pop rock experimental, humor e invenção sonora.

  • ●  DJ Alquimix (Michel Nath) — Poeta, músico, compositor, DJ, produtor e artivista cultural. Ativo desde 1997, fundou e manteve a cena de Chill Out no Brasil, morou e foi residente em clubs de Barcelona e Londres, e fez tours por mais de 10 países europeus. É fundador da Vinil Brasil — única fábrica de discos de vinil de São Paulo — e responsável pelo selo homônimo e pelo projeto autoral SolarSoul.

  • ●  Carol Shimeji (VJ) — Diretora de arte, ilustradora, motion designer e VJ. À frente do Shimeji Studio, sua pesquisa articula animação, design gráfico e performance visual ao vivo, criando narrativas visuais que dialogam diretamente com a música.

Data: 27 de agosto
Horário: 17:00 às 21:00
Local: Instituto Principia — Rua Pamplona, 145, Jardim Paulista, São Paulo — SP
Classificação: Livre
Ingressos: https://www.sympla.com.br/evento/improfest-13-eclipse-instituto-principia/3537864

O eclipse é passageiro. A improvisação também. Venha viver o instante que não se repete.

🇵🇹 IMPROFEST PORTO — Porto, 29 de agosto
A cada trinta minutos, um novo músico, um novo livro e uma nova possibilidade de escuta.

A edição do Porto acontece na Livraria Trama e propõe uma experiência íntima entre música improvisada e literatura. A programação reúne seis artistas de diferentes trajetórias e linguagens, cada um ocupando trinta minutos de performance, conectando improvisação livre e a palavra escrita.

Line-up

● ● ● ● ● ●

completo:

17h00 — Luam Clarindo — Pesquisa entre percussão, improvisação e eletrônica 17h30 — Paulo Hartmann — Guitarra preparada e objetos sonoros
18h00 — Wouter Jaspers
18h30 — Bruno P. (Bruno Pereira)

19h00 — Rodrigo Constanzo

19h30 — Cardeal Pölätüo

Data: 29 de agosto
Local: Livraria Trama — Rua dos Bragas 32, 4050-122 Porto, Portugal
Entrada: Livre

🇩🇪 IMPROFEST BERLIM — Berlim
Luteria Radical, Teleperformance e o Legado de Hans Reichel

A edição berlinense do Improfest dedica-se à construção de instrumentos experimentais (luteria radical), à performance telemática e ao legado de Hans Reichel — luthier, músico e inventor alemão que revolucionou a relação entre construtor, material e som. O programa reúne mostras de luteria brasileira, performances ao vivo e uma mesa redonda sobre o legado de Reichel.

Programa:

  • ●  16:00–16:15 — Paulo Hartmann & Mathias Maschat: Boas-vindas e Introdução

  • ●  16:15–16:45 — Mostra I — Luteria Brasileira: Paulo Hartmann — Estética da Gambiarra e Construção de Instrumentos

  • ●  17:15–17:30 — Intervalo

  • ●  17:30–18:30 — Mostra III — Kriton Beyer: O Daxofone — Explorando o Vínculo Criativo entre Construtor,

    Material e Som

  • ●  18:30–19:00 — Mesa Redonda: O Legado de Hans Reichel — Kriton Beyer, Paulo Hartmann & Mathias Maschat

  • ●  19:00–20:00 — Pausa para Networking & Bar

  • ●  20:00–20:45 — Ethernet Orchestra feat. Alex Carôt (+ Introdução por Alex Carôt)

  • ●  20:45–21:00 — Intervalo

  • ●  21:00 — Kriton Beyer | Emilio Gordoa | Paulo Hartmann | Annette Krebs

  • ●  Após 21h: Duo Annette Krebs / Emilio Gordoa · Duo Kriton Beyer / Paulo Hartmann · Quarteto Beyer /

    Gordoa / Hartmann / Krebs

    Histórico: uma trajetória de resistência e experimentação

    O Improfest é, de fato, o primeiro festival de música de improvisação livre do Brasil. Sua primeira edição ocorreu em 2007, em formato de encontro universitário com mesas, projeções de filmes e sessões comentadas. A segunda edição foi uma maratona de quase 6 horas de duração, com a participação especial de Rob Mazurek, Hans Koch e Bernad Gal. A terceira edição radicalizou na experimentação do meio: aconteceu no Second Life, com avatares improvisadores — uma experiência pioneira e única.

    Em 2017, a parceria com a Red Bull Station São Paulo marcou o retorno ao formato de festival numerado, com a participação do japonês Otomo Yoshihide — um dos mais incríveis improvisadores da primeira década do século XXI. Deste encontro resultou a gravação do CD "Psychogeography, an Improvisational Derive", lançado pela gravadora polonesa Not Two, e o sincronismo para o documentário "Democracia em Vertigem" de Petra Costa, indicado ao Oscar 2020.

    Ao longo de sua história, o festival passou por formatos híbridos: parcerias com os Planetários de São Paulo (Improfest Solstício, 2018), a Casa das Rosas (Improfest Encruzilhada, 2019, com curadoria de Lucio Agra), o Paço das Artes e a artista Regina Silveira (2020, com Elliott Sharp e Ken Butler), e a criação da série Improfe.Stream— canal de YouTube que manteve o festival ativo durante a pandemia com artistas do mundo inteiro.

    A expansão internacional começou em 2019, com a conexão Tóquio-São Paulo em concerto telemático entre o Auditório MIS e o Bar Isshee, na comemoração dos 12 anos. Em 2021, durante a pandemia, o festival bi-nacional Moscou-São Paulo (em parceria com o Noumen Art) uniu artistas brasileiros e russos em programação compartilhada. Mais recentemente, o Improfest Londres (em parceria com Mercury Over Maps e Bill Thompson) ampliou o alcance do festival para o cenário britânico.

    O festival também foi pioneiro na criação de plataformas colaborativas: o Improfest LAB (Lei Aldir Blanc) beneficiou mais de 40 artistas durante a pandemia; a série Impro(sa), conduzida por Marco Scarassatti, trouxe entrevistas e concertos sobre as práticas da improvisação livre; e o PerformAR Circuitos — multifestival em parceria com ALEA Experimental, AVXLab e Grupo Arte, Memória e Mídia/PUC-SP — conectou diferentes festivais em torno da performance, instalação, música experimental e arte sonora.

    Números do Improfest (até dezembro de 2025)

  • ●  +300 artistas participantes ao longo de sua história

  • ●  26 países representados

  • ●  13 edições numeradas (Improfest 1 a 13)

  • ●  Edições internacionais em Londres, Moscou, Tóquio, Porto e Berlim

  • ●  Série Improfe.Streamcom dezenas de artistas internacionais

  • ●  Studio Improfest e selo Improfest.Studiolançados em 2025-2026

Sobre o Improfest

O Improfest — Festival Internacional de Improvisação e Arte Sonora é o primeiro festival de música de improvisação livre do Brasil, fundado em 2007 por Paulo Hartmann. Ao longo de quase duas décadas, o festival experimentou formatos e meios de difusão da improvisação livre — de encontros presenciais a concerts telemáticos, de maratonas presenciais a transmissões via YouTube, de parcerias com planetários a edições no metaverso. Cada apresentação é única, irreproduzível, alinhada ao espírito da improvisação: um evento que só existe naquele instante.

Redes sociais:

  • ●  Instagram: @1mprofest

  • ●  Facebook: /Improfest

  • ●  YouTube: /c/improfe.stream

  • ●  Site: improfest.com.br

    Contato para imprensa: Carola González - miceliocomunicacao@gmail.com

    O Improfest 2025 conta com edições em São Paulo (Eclipse, 27/08), Porto (29/08) e Berlim. As comemorações dos 20 anos do festival continuam até 2027, consolidando o Improfest como uma ponte entre cidades, linguagens e temporalidades — e como a referência brasileira absoluta em improvisação livre e arte sonora.

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